Assembléia Diocesana: Igreja em Missão

A DioceseAssembléia Diocesana é tempo de graça. De bênçãos divinas. De fraterna convivência. De festa e alegria. De impulso missionário. De correção de rota. De “avançar para águas mais profundas” (cf. Lc 5,4). De refazer a caminhada pastoral. De retomar rumos definidos. De viver a perene novidade do Evangelho. De assumir compromissos. Enfim, Assembléia Diocesana é, sobretudo, tempo de Deus na vida de nossa gente. Igreja é missão: iluminada pela Palavra de Deus e animada pelo exemplo e testemunho dos pastores. É assim que entendemos e vivenciamos nossa V Assembléia Diocesana de Pastoral, preparada ao longo de quase três anos e realizada em João Pinheiro MG, no dia 28 de maio de 2011, sob os auspícios da anfitriã, a paróquia Senhora Sant´Ana.

Viemos de um longo e consistente processo de preparação, envolvendo párocos e lideranças leigas nas paróquias. Desde março de 2009, mês a mês, em nossas Reuniões do Clero, os temas da V Assembléia Diocesana de Pastoral estiveram sempre presentes na pauta de nossos debates e reflexões, à luz da Palavra de Deus, dos documentos da Igreja e das orientações de nossos Pastores, com o devido realce que uma Assembléia desse gênero merece e exige. Foi um desafiante feed back. Um contínuo avançar e recuar, na busca de acertos e melhoras. Na vivência da comunhão e na tentativa do lento e difícil consenso que só vem da escuta e acolhimento da voz do Espírito. Constatação positiva: valeu-nos muito a experiência das assembléias anteriores. Aos poucos, as idéias iam se clareando, especialmente a partir das inúmeras Assembléias Paroquiais e Forâneas realizadas ao longo desse período de preparação. As “bases” tiveram vez e voz na elaboração do documento final, fruto de um trabalho realmente participativo, assegurando o bom êxito da Assembléia.

A iluminar nossos trabalhos pudemos contar, sobretudo, com a luz divina da Palavra de Deus, a Sagrada Escritura, com o estímulo da Exortação Apostólica Verbum Domini, de Bento XVI, e as orientações e diretrizes da CNBB e do Documento da Conferência de Aparecida. A Palavra divina – “tua palavra é lâmpada para meus passos, luz no meu caminho” (Sl 119, 105) – nos une num só coração para levarmos a bom termo a missão que Deus nos confia de transformar a história com os critérios do Evangelho. A força da Palavra nos dá novo vigor, reanima nossa atividade pastoral, enriquece o debate, amplia horizontes e resolve dificuldades. Interpretando e facilitando a compreensão da Palavra de Deus, o Documento de Aparecida nos propõe essa reflexão preciosa: “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é uma alegria; segui-lo é uma graça e transmitir esse tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher” (DAp 18). Essa afirmação sintetiza o objetivo da nossa V Assembléia Diocesana de Pastoral.

O Documento de Aparecida, com extrema clareza e simplicidade, coloca diante de nós um longo caminho a percorrer. Apesar de nossa caminhada histórica, ainda há muito a fazer diante de sua desafiante proposta. Seguindo os passos de Aparecida, partimos de uma realidade que nos interpela, pois não condiz com o reino de vida propugnada por Cristo. Dois acenos merecem atenção nesta temática: as condições de vida dos “insignificantes ou excluídos” em meio a uma imensa riqueza que não erradica a pobreza. Diante deste quadro emerge o ponto nevrálgico de nossa Assembléia, que se traduz para nós como desafiante e forte apelo pastoral: a exigência de uma Igreja em estado permanente de missão. Algumas pistas concretas merecem aceno: desinstalar-nos do comodismo; fazer da comunidade um centro irradiador de vida, uma igreja impregnada de missionariedade etc. Como medida eficaz para realização de tais objetivos faz-se necessário um espírito de conversão e de renovação pastoral. Qual o caminho então a percorrer? Experiência pessoal de fé, vivência comunitária (intrínseca ao mistério e à realidade da Igreja - DAp 302), formação bíblico-teológica e compromisso missionário de toda a comunidade. Tal qual um grande horizonte que ressurge à vista desponta seu ponto de chegada: vida em plenitude para a pessoa inteira e para nossos povos.

Fazemos nossas essas propostas de Aparecida. Para que sejam bem acolhidas, importa que cada paróquia, com seu respectivo Conselho Pastoral, tendo à frente o pároco, busque compreender de forma mais ampla o conteúdo e as mais variadas possibilidades de cada um desses temas. É hora de decisão e compromisso.

Damos graças a Deus pelo dom inestimável de nossa V Assembléia Diocesana de Pastoral. Esperamos que seus frutos sejam numerosos e benéficos. A Assembléia vale mais do que o documento que nasce dela. Ela tem como objetivo principal, primário e essencial, a renovação de nossa vida eclesial, religiosa e pastoral. A partir da Assembléia esperamos que nossa Igreja se torne mais viva, atuante, renovada e autêntica “discípula missionária”. Mas isso só acontecerá a partir de uma convicta e pronta decisão pessoal, de todos e de cada um. Nunca é demais repetir: precisamos de uma verdadeira conversão pastoral e missionária de nossa gente e de nossas instituições e estruturas eclesiais. Então a prioridade pastoral de nossa Assembléia deve ser nossa conversão missionária e a de nossas organizações pastorais. Que da Assembléia possamos sair todos revigorados e dispostos a prosseguir nossa caminhada pastoral rumo a “águas mais profundas”.

“Ajude-nos a companhia sempre próxima, cheia de compreensão e ternura de Maria Santíssima. Que ela... nos ensine a sair de nós mesmos no caminho de sacrifício, de amor e serviço, como fez na visita à sua prima Isabel, para que, peregrinos a caminho, cantemos as maravilhas que Deus tem feito em nós, conforme sua promessa” (DAp 553). Sirva-nos de advertência, sobretudo, a oportuna e autorizada monição do Santo Padre Bento XVI: “... nossa ação apostólica e pastoral não poderá jamais ser eficaz se não aprender de Maria a deixar-nos plasmar pela ação de Deus em nós” (VD 28).
Para tanto contamos com a graça e a luz dos céus, cientes de que Deus também conta conosco. Insistentes, pedimos: fica conosco, Senhor, hoje e sempre. Amém!

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