A ARTE DE ADMINISTRAR UMA PARÓQUIA

4 out 2014 10:47Direito Canônico

Administrar uma paróquia é uma arte, pois o pároco precisa equilibrar os dois pilares que sustentam a vida paroquial: o pastoral e o financeiro. Isso é exigente. Os dois pilares estão interligados, um depende do outro. Não é possível fazer com que uma paróquia progrida sem recursos financeiros para sua manutenção e para investimentos na infra-estrutura ou na formação de lideranças. Por isso o pároco precisa ser um homem que possua coração de pastor e cabeça de administrador.

Nossas paróquias carecem do econômico tanto quanto carece de espiritualidade. Assim, o pároco não deveria conduzir a paróquia sem um equilíbrio entre esses dois pilares, isso seria falta de visão eclesiológica.

Para o desenvolver um bom trabalho pastorala paróquia precisa de bens materiais: uma boa infra-estrutura nas suas dependências, salas equipadas, templo acolhedor, materiais litúrgicos atualizados, uma secretaria paroquial equipada e organizada, veículo que atenda as necessidades do trabalho paroquial... Tudo isso depende de recurso financeiro. E exige que o pároco, ou quem faz a sua vez, seja um administrador bom, fiel e prudente (cf. Mt 25,14-30). o pároco precisa ter visão de empreendedor, não pode enterrar os talentos que Deus lhe confiou na paróquia. Nenhum atendimento pastoral terá boa qualidade se não houver recursos que supram as necessidades pastorais. Para isso é preciso equilibrar a administração dos bens e os trabalhos. Algumas atitudes poderão ajudar nesta arte de administrar uma paróquia, vejamos:
a) delegar funções,não há como conduzir uma paróquia sem contar com colaboração;
b) ter bons assessores, pessoas íntegras e qualificadas na administração farão com que a paróquia tenha sempre recursos para a missão;
c) Invista na pastoral do Dízimo, o dizimo é a pastoral que está na fronteira entre a administração e a missão. Ao mesmo tempo em que o dízimo é uma pastoral, ele é também o responsável pelos recursos financeiros de nossas paróquias. Recursos que irão suprir as outras necessidades, tanto da parte burocrática, quanto da missão;
d) Tenha uma boa equipe de festas: porém cuide para que esses eventos não desvirtuem as suas finalidades que devem ser essencialmente de manutenção e pastorais;
e) Conte com a ajuda de profissionais:Convide bons assessores, nas mais diversas áreas, para dar formação para os agentes de pastoral. Contrate profissionais que ajudem a resolver problemas administrativos. O mesmo vale para outros serviços que envolvam bens materiais e patrimoniais da paróquia;
f) Mantenha a organização:Mantenha um calendário pastoral, com reuniões e eventos que sustentarão acesa a chama da missão e fique atento para o cumprimento desse calendário;
g) Equilibre ação e oração: nenhuma paróquia sobrevive somente de oração ou de ação. A fé sem obras é morta (cf. Tg 2, 26), mas a ação sem oração se transforma num ativismo vazio. Manter esse equilíbrio é primordial para o bom gerenciamento paroquial. É ele que fará da paróquia uma instituição diferente de qualquer outra.

O pároco é responsável por buscar o equilíbrio entre o e o divino ao administrar uma paróquia. Mas lembre-se todo esse é o ideal, nao existe padre perfeito porque todo padre é humano. Mas o trabalho paroquial pode ser produtivos se puder contar com apoio sadio dos leigos.


Pe. Antônio Eduardo
Vigário Judicial,
Pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia e mestre em Direito Canônico

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