Missa da Unidade e renovação dos compromissos sacerdotais

12 abr 16:53Missa da Unidade

Missa da Unidade e renovação dos compromissos sacerdotaisNa segunda-feira Santa, 10 de abril de 2017, Dom Jorge Alves Bezerra, SSS, Bispo Diocesano de Paracatu presidiu a Missa da Unidade. A Celebração Eucarística aconteceu na Matriz Nossa Senhora do Carmo, em Unaí, devido ao fato da Catedral Santo Antonio continuar interditada para reforma. Durante essa celebração, os presbíteros diocesanos e religiosos renovam seus compromissos Sacerdotais e o Bispo Diocesano abençoa os Santos Óleos para administração dos sacramentos do Batismo e da Unção dos Enfermos; e consagra o Óleo do Crisma para os sacramentos da Crisma e da Ordem.

Confira abaixo Homilia de Dom Jorge:


HOMILIA DO BISPO DIOCESANO
AOS SACERDOTES DA IGREJA DE PARACATU

Queridos sacerdotes: louvo e agradeço a Deus pela vida e vocação dos senhores dedicadas à causa do Reino em nossa Diocese! Hoje, estamos reunidos em nome do Senhor para comemorar festivamente a Instituição do Sacerdócio na Igreja e para renovar as promessas sacerdotais. Manifesto em primeiro lugar minha gratidão aos senhores pelos inúmeros serviços prestados nas sedes paroquiais e nas comunidades rurais. Agradeço de modo especial aos membros do Colégio dos Consultores e do Conselho Presbiteral, que não mediram esforços durante o ano para auxiliar o Bispo no governo da Diocese. Sou igualmente grato aos Diáconos Permanentes pelo testemunho de fé de serviço; Agradeço ainda aos formadores do seminário São João XXIII e aos membros da Cúria Diocesana que tanto nos ajudam nas questões práticas do dia-a-dia. Meu muito obrigado também às secretárias paroquiais e agentes de pastoral que tanto colaboram com os presbíteros nas suas respectivas paróquias. Assim, eles manifestam de diversos modos a união com o Bispo Diocesano, que preside o Corpo de Cristo na caridade. Enfim, agradeço de coração sincero a todos! cumprimento de modo particular os sacerdotes que celebram suas bodas de ordenação neste ano: desejo–lhes santidade, perseverança e alegria para continuar a servir o senhor com máxima fidelidade. Exprimo ainda o meu reconhecimento aos consagrados e consagradas, e a todos os fiéis da Igreja Diocesana pela generosa oferta da sua solidariedade, da sua oração e pelo te deum de agradecimento que agora entoamos pelos dons do sacerdócio e da Eucaristia. Que a celebração de hoje sirva para reavivar a consciência do grande dom e mistério que é o sacerdócio. Peço ao Senhor da Messe que continue a acender a chama da vocação sacerdotal na alma e no coração dos jovens da nossa Diocese. Neste dia, o pensamento e o coração me levam à Paróquia de São Pedro Apóstolo, Bairro Taboão – SP, onde, no dia 10 de agosto de 1985, o inesquecível Bispo de Santo André – ABC Paulista – Dom Cláudio Hummes, mais tarde arcebispo e cardeal da santa igreja, impôs sobre mim suas mãos, transmitindo-me a graça sacramental do sacerdócio. Foi das mãos deste bispo amigo que eu recebi os três graus do sacramento da ordem. Lembro-me perfeitamente da primeira presidência eucarística, a chamada missa nova, celebrada na Comunidade de Santa Luzia, onde trabalhei pastoralmente como seminarista e diácono. O dia de hoje é também um dia para recordar. Recordar é viver, fazer memória é não esquecer a história. Cada presbítero guarda a história viva do seu chamado: nesta celebração eucarística, rememore com alegria a sua vocação e dê graças a Deus pela sua ordenação. Nossa história é marcada pela graça e pelo pecado, uma história construída por tantas experiências... Caros sacerdotes: faz bem rezar com a nossa história. Fazer memória com a nossa vida é dar glória a Deus. Glorifiquemos o Senhor porque ele cancelou nossos pecados e concedeu–nos o perdão para termos a vida nova e sermos homens novos. Esta é a memória que Jesus nos convida a fazer. Fazer memória da nossa escolha e daquela que Deus fez sobre nós. É salutar fazer memória do nosso caminho de aliança, e refletir: tenho sido fiel a esta aliança, ou não? somos pecadores, infiéis, mas Deus é santo e fiel. Ele não nos decepciona, porque é a nossa única e verdadeira esperança. Oremos com a história da nossa vocação no dia de hoje! Cristo, o Sumo Sacerdote da Nova e Eterna Aliança, o Único Sacerdote e Verdadeiro Pontífice, do qual todos nós recebemos a graça da vocação e do ministério–é a inspiração permanente para sermos cada vez mais homens habitados pelo espírito e zelosos propagadores do Reino de Deus. No nosso ministério, especialmente no serviço litúrgico, deve permanecer a consciência de estarmos sempre a caminho, como Jacó, para fazer a vontade de Deus, de acampamento em acampamento, de paróquia em paróquia, de comunidade em comunidade, sempre guiados pelo Espírito Santo. Somos homens itinerantes, pneumáticos e servidores. Vivamos o sacerdócio como entrega de nós mesmos, de corpo e alma, mente e coração, totalmente imolados e consumidos pelo amor kenótico ao reino. Imitemos o nosso amigo Jesus, que fez o dom de si na Eucaristia e na cruz. Como Bom Pastor, deu a vida pelas ovelhas e continua a conduzi–las através do seu Espírito que age nos pastores da Igreja. Sejamos fraternos, orantes e servidores. Jesus manifestou a sua amizade de modo eloquente ao permitir, como sacerdotes da nova aliança, agir em seu nome, in persona christi capitis. Existe uma prova de amizade mais completa do que esta? São Lucas nos recorda que desde o início da sua vida pública, Jesus, o amigo dos sacerdotes, aplicou a si mesmo as palavras do profeta Isaías que ouvimos na primeira leitura. E com essa atitude o Senhor inaugurou a nova era messiânica. O Espírito que desceu sobre ele no batismo valeu como uma consagração da sua vida e do seu ministério à obra salvífica do Reino. O repouso do espírito sobre os eleitos de deus marca o início de um tempo novo, no qual os sinais de tristeza e de aflição presentes na história e na vida do povo são transformados em alegria e paz, em felicidade e glória. O Espírito alonga o homem para o infinito. Apesar dos sofrimentos, há uma esperança para o nosso futuro. Numa palavra, é o triunfo da vida sobre a morte, da graça sobre o pecado e da luz sobre as trevas! Embora pecadores, Deus não nos abandona, ele é o alfa e o ômega, o princípio e o fim; é aquele que é, que era e que vem. a presença ou revelação de Deus na história deve ser sempre destacada pelos sacerdotes, como realização da esperança dos pobres. O profeta de Patmos, São João Evangelista, ensina que Jesus nos ama e que derramou o seu sangue para remir os nossos pecados, e assim nos libertar do jugo da humilhação e de todo sofrimento. Os depositários dessa boa nova são os sacerdotes, enviados em missão para servir o pão da vida e a água viva que a sede profunda do homem deseja – a sede de vida e de vida em abundância (cf. Jo 10,10). De acordo com o evangelho desta liturgia eucarística, o Reino de Deus não é apenas uma promessa para o futuro, porque hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabamos de ouvir (cf. Lc 4,21). Em Jesus, o Espírito age de modo transformador: chegou a hora da libertação dos pobres, dos cegos, dos oprimidos e de todos aqueles que estão subjugados pelos pecados ou padecem de graves enfermidades... O reino chega como dom e graça para todos. O Espírito é a força que conduz para o futuro de libertação e de justiça. Em nosso campo pastoral encontramos situações de opressão, escravidão, injustiças e desânimos. Mas o Espírito do Senhor age com o poder de Deus, porque o Messias encarregado de oferecer e de obter a justiça (cf. Is 11,1-2), está conosco e nos ajuda a proclamar o ano da graça do Senhor, ano da libertação e da restauração, da justiça e do direito. Então, os cegos, os oprimidos, os prisioneiros, os pobres serão beneficiados pela ação misericordiosa do nosso Deus. As misérias do mundo chegarão ao fim, porque o Espírito do Senhor renovará todas as coisas e construirá o novo céu e a nova terra. Em toda a sua missão Jesus liberta as pessoas dos seus males: cada gesto e cada palavra do Senhor é uma boa notícia de vida e de plenitude, uma boa nova que culmina na páscoa da transformação radical do ser humano. Os gestos de Jesus e a obra libertadora do espírito devem continuar através dos sacerdotes e dos demais evangelizadores da Igreja. A páscoa acontecerá na medida em que Cristo vive em cada cristão, quando o compromisso de libertar os prisioneiros e oprimidos for assumido na prática, quando os pobres forem efetivamente ajudados. Deus abençoe o serviço dos padres e dos agentes de pastoral. Juntos, num só Corpo e num só Espírito, glorifiquem a Deus com palavras, com obras e cantem eternamente o amor do Senhor. Antes de finalizar esta homilia, sugiro aos queridos sacerdotes algumas ações práticas entre si, tendo em vista os desgastes do ministério e a necessidade de humanizar da vida presbiteral:
• Imitem o Bom Deus quando em ao encontro do pecador.
• Ele se apresenta como um Pai Misericordioso, que se interessa, acolhe perdoa e consola seus filhos em todas as aflições.
• Esse cuidado pastoral de Deus é referência para o relacionamento fraterno no clero e com as demais pessoas.
• Uma das formas de expressar misericórdia é a proximidade, o carinho, o apoio humano que podemos oferecer quando sobrevêm dias sombrios, marcados por tristezas e aflições.
• Sejam disponíveis para ouvir os desabafos, enxugar as lágrimas e consolar: assim, ameniza–se a carga da solidão e do isolamento.
• Todos precisam de ajuda, porque ninguém está imune ao sofrimento, à tribulação e à incompreensão.
• Evitem palavras maldosas, juízos temerários, frutos da inveja, do ciúme e da ira. Palavra não foi feita para ferir ninguém, palavra é fonte de amor que vai e vem.
• Não sejam dissimulados, violentos, insensíveis; jamais desprezem ou abandonem os irmãos em suas desventuras.
• As dores do abandono e da indiferença doem mais do que as agressões físicas, psíquicas e morais.
• Sejam próximos dos irmãos que perdem seus entes queridos. O lenitivo para as dores da perda é o amor.
• Pronunciem uma palavra de ânimo, dêem um abraço amigo, sejam pródigos na caridade fraterna...
• Orem pelos que sofrem, não deixem ninguém padecer sozinho, pratiquem obras de misericórdia...

Que a Mãe Maria, ostensório vivo de cristo e Flor do Carmelo, rogue a Deus por nós e abençoe nossos sacerdotes. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Paracatu–MG, 10 de Abril de 2017
2ª FEIRA DA SEMANA SANTA
DOM JORGE ALVES BEZERRA, SSS
BISPO DE PARACATU–MG

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