Ministro das Exéquias

Ministro das ExéquiasAs exéquias são o conjunto de ritos e orações com que a comunidade cristã acompanha seus mortos e os recomenda a Deus. Em todos os povos e em todos os tempos, encontram-se ritos relacionados com os falecidos e com os que choram a morte de algum familiar ou amigo. Para os cristãos, “a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível” (Missal Romano, Prefácio dos defuntos I).

Atenta a este princípio de fé, a Sagrada Congregação para o Culto Divino, em 1969, promulgou o novo Ritual de Exéquias, sob todo ponto de vista recomendável e determinado a quem preside as exéquias, vale dizer, a quem exerce esse verdadeiro ministério.

Em diversas paróquias de nossa Diocese, os fiéis têm o costume de celebrar, de forma piedosa e muito louvável, as “Vigílias” durante o período de velório, no próprio domicílio, nos ambientes apropriados das Funerárias, às vezes na Capela da comunidade ou até mesmo no cemitério. É evidente que esse costume, por muito recomendável que seja, não constitui por si um ministério no sentido exato da palavra. Antes, sempre foi designado popularmente como “Pastoral da esperança”. Na verdade, mesmo com a publicação do “Ritual das Exéquias”, por todo o Brasil ocorreu uma multiplicidade de textos e celebrações diversas, muito a gosto da criatividade e espontaneidade da religiosidade popular.

Conforme permissão concedida ao Brasil pela Sagrada Congregação para o Culto Divino em abril de 1971, supõe-se que o ministro de exéquias seja leigo ou leiga. Nada impede que seja presidida por um ministro ordenado. É hora de nossa Assembléia Diocesana de Pastoral reconhecer oficialmente também este verdadeiro “ministério” confiado aos leigos e leigas. Caso seja aprovada e oficializada esta proposta, saibamos utilizar a riqueza do Ritual das Exéquias da Sagrada Congregação para o Culto Divino, os “Subsídios para a celebração da Esperança” da CNBB (conforme se encontram no livro PRESBITERAL) e normas pastorais no Guia Litúrgico-Pastoral - CNBB.

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