História do Seminário

História do SeminárioUm pouco da história do Seminário a partir da visão do historiador Oliveira Melo em seu livro “A Igreja de Paracatu nos caminhos da História” (páginas 236-240), nos seguintes números - 6 a 20.

O Seminário Diocesano João XXIII teve suas bases com a fundação do pré-seminário, cuja pedra fundamental do prédio foi lançada em 13 de junho de 1964 e a inauguração se deu em 06 de dezembro, por ocasião do jubileu de Prata Sacerdotal de dom Raimundo Lui.

Dom José Cardoso Sobrinho, ao assumir o governo da diocese, logo se movimentou para fundar o seminário. Para tal contou com a colaboração do padre Almir Palheta, do clero de sua terra natal, Caruaru (Pernambuco). Após um ano de preparação, foi instalado em 01 de fevereiro de 1983, no prédio da “Chácara dos Padres” – Bairro Paracatuzinho – tendo padre Almir como reitor e frei Pedro Caxito como diretor espiritual. É bom que se registre que esse trabalho vocacional teve inicio um pouco antes, com encontros realizados em Paracatu, pelo então Administrador Apostólico, Dom Jorge Scarso. Como registrou o Informativo Diocesano, em sua edição nº. 103, de março/abril de 2003 (página 04):

Logo ao tomar posse o então bispo de Paracatu, Dom José, imediatamente tratou de iniciar a formação dos futuros presbíteros já que foi constatada a latente deficiência de padres na Diocese. Nesse instante pode-se dizer que a semente do seminário de Paracatu começa a tomar forma. Na época propriamente inexistia a promoção de vocações diocesanas e isso fazia com que o aparecimento de jovens vocacionados fosse próximo a zero. (...). As condições físicas ainda eram precárias, mas a antiga “Chácara dos Padres” passa a marcar para sempre a história religiosa de Paracatu ao ceder espaço para o Seminário diocesano. A primeira turma foi formada por 23 alunos e, no dia 13 de fevereiro de 1983, era recebida como a primeira turma de seminaristas menores, fruto do trabalho da nova instituição recém- fundada.

Desde então o Seminário Diocesano passa a fazer parte da realidade diocesana de Paracatu.

O trabalho vocacional foi também uma das prioridades pastorais assumidas pelo atual Bispo diocesano, Dom Leonardo de Miranda Pereira, por ocasião de sua posse. Vários padres que atuam em nossa diocese foram alunos do Seminário Menor João XXIII e outros que não atuam na diocese.

No início de 1984, o Seminário passou a funcionar em prédio alugado à Rua Alexandre Silva, 123, próximo à residência episcopal.

Os Seminaristas estudavam no Colégio Dom Elizeu e recebiam complementação no Seminário. A partir da 8ª série começavam a participar do trabalho pastoral na Igreja Catedral, no Paracatuzinho e no São domingos. Trabalhavam ainda com crianças, jovens, adultos e colaboravam na distribuição da sopa para os pobres, um trabalho de iniciativa diocesana.

A existência do Seminário Diocesano deu uma nova dinâmica à pastoral de vocações sacerdotais e teve uma ótima aceitação na comunidade e em meio aos pobres.

O Seminário foi inaugurado com a presença do Padre Geral dos Carmelitas, frei Falco Thuis e, desde o seu início, recebeu visita de vários bispos, entre outros, Dom Raimundo de Assis Damasceno, então auxiliar de Brasília e Dom José Catapan, auxiliar de São Paulo, que assegurou: “Este é um dos poucos seminários do Brasil que vai bem”.

No ano de 2000, em novembro, os padres diocesanos passaram a pressionar o Bispo Dom Leonardo para que “já no próximo ano seja iniciado aqui mesmo em Paracatu o Curso de filosofia. É um grande desafio, mas os padres estão dispostos a enfrentar a dificuldade”.

Em 19 de fevereiro de 2001, foi criado e instalado no Seminário Diocesano o Instituto de Filosofia João XXIII, com o objetivo de preparar os alunos para estudar teologia em outras instituições eclesiásticas e iniciou com 21 alunos, sendo 10 cursando o 3º ano do 2º grau, 07 o 2º ano do 2º grau e, 04, o propedêutico (curso preparatório para filosofia).

O ato da instituição do Seminário Maior João XXIII iniciou com a celebração da missa presidida pelo Bispo Dom Leonardo e o clero.

A inauguração se deu solenemente com a presença do Bispo Diocesano, dom Leonardo de Miranda Pereira, que assinou o decreto de criação do Instituto de Filosofia João XXIII, que foi lido para o publico presente pelo padre José Ivan. A partir daquele momento a Diocese assumia, oficialmente, a formação filosófica dos futuros presbíteros diocesanos.

A aula inaugural foi proferida pelo padre José Afonso Guimarães, reitor do Seminário por diversas vezes, que apresentou um completo histórico do já tradicional estabelecimento de ensino religioso, desde os seus primórdios, com o primeiro Encontro Vocacional promovido por Dom Jorge Scarso até a sua fundação por Dom José. Ao término da solenidade, o padre Wellington leu a ata, onde foi lavrado o ato histórico da fundação do Seminário Maior. Na mesma oportunidade realiza-se a primeira reunião do clero e de agentes de pastoral da Diocese.

Segundo Dom Leonardo: “A Diocese de Paracatu deu um grande passo ao assumir a formação filosófica dos seminaristas. De um lado esse feito significou um grande desafio para a nossa Igreja particular, tendo em vista as novas e desafiantes realidades, que nascem a partir do fato de se ter um Seminário Maior. Mas, por outro lado, a Diocese está amadurecendo muito.

Os reitores do Seminário
1. Padre Almir Palheta (1983 a 1985)
2. Padre José Afonso Guimarães (02/01/1985 a 31/01/1990)
3. Padre Oscar de Oliveira Germano (01/02/1990 a 31/01/1993)
4. Padre José Afonso Guimarães (01/02 a 30/06/1993)
5. Padre Eustáquio Xavier Damasceno (31/01 a 31/12/1994)
6. Padre Sebastião Inácio Maioli (01/01 a 31/12/1995)
7. Padre Wellington José Santana (01/01/1996 a 29/01/1999)
8. Padre Valdeci Lima (30/01/1999 a 31/12/2003)
9. Padre Antônio Eduardo (01/01/2004 a 31/12/2009)
10. Padre Wagner José dos Santos (01/01/2010 a 31/12/2013)
11. Padre Wellington José Santana (01/01/2014 a 31/12/2016)
12. Monsenhor João Cezar Teixeira de Melo (01/01/2017.....)

Assim é a história contatada pelo Oliveira Melo. Mas devemos acrescentar a essa história que os nossos seminaristas já foram servidos pelas Arquidioceses de Brasília, Diamantina, Mariana e atualmente Montes Claros, sede da Província Eclesiástica a qual pertence à Diocese de Paracatu –MG.

Toda essa história está marcada pelo empenho de tantos e tantas que dedicam seu tempo e sua ajuda humana, material e financeira para a formação dos futuros presbíteros, por isso convém lembrar que a formação dos nossos futuros presbíteros se dá sob a responsabilidade do Seminário Diocesano João XXIII, que é uma instituição de formação especificamente orientada para o Sacerdócio, mantida com a generosa contribuição provinda das paróquias (dízimo, festa do Padroeiro e Coleta do mês de agosto) e colaboração pessoal dos fiéis por meio do trabalho da OVS (Obras das Vocações Sacerdotais). (Diretório de Pastoral n. 252)

Essa história se construiu e se constrói num contexto onde a Diocese de Paracatu sempre quis e quer, contemplando Jesus Cristo presente e atuante em meio à realidade, levar os formandos a compreender e se relacionar com a realidade, no firme desejo de terem o olhar, o ser e o agir reflexos do seguimento, cada vez mais fiel ao Senhor (Cf. DGAE 2011-2015, nº 4).

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