Conhecida em algumas regiões como “Pastoral Presidiária” ou “Pastoral Penal”, a Pastoral Carcerária tem sua inspiração nas palavras de Jesus: “O Espírito do Senhor está sobre mim… enviou-me para proclamar a libertação aos presos…” (Lc 4,18) e “Eu estava na prisão e vocês foram me visitar” (Mt 25,36).
Fiel a esse mandato, a Igreja reconhece sua responsabilidade com homens e mulheres privados de liberdade, que, mesmo afastados do convívio social, permanecem imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,27; Cl 3,10).
A Pastoral Carcerária representa a presença da Igreja dentro das unidades prisionais, levando vida, esperança e escuta. Sua ação busca olhar para essa realidade à luz do Evangelho, superando o senso comum que reduz a pessoa ao erro cometido ou defende apenas a punição como resposta. A Igreja reafirma a sacralidade da vida e reconhece que o atual sistema carcerário não oferece condições adequadas de recuperação e reintegração.
Nesse contexto, a evangelização das pessoas privadas de liberdade, além de ser um direito, contribui para reduzir a reincidência criminal. Muitos, ao deixarem o cárcere, encontram poucas oportunidades e enfrentam dificuldades para reconstruir suas vidas, o que pode levá-los novamente ao crime. A Pastoral Carcerária atua justamente para acolher, fortalecer e oferecer caminhos de esperança para que a reinserção social seja possível.