seminário

Seminário Maior São João XXIII – Paracatu-MG

 

Reitor: Pe. Wander Gomes dos Santos
Vice-reitor: Pe. Geraldo Marcone da Silva

Rua Frei Anselmo, 275 – Vila São Calixto
CEP: 38.603-002 – Paracatu – MG

Fone: (38)3671-3077
E-mail: filosofiajoao23@hotmail.com

 

Formadores:

Dimensão Intelectual: Pe. Wander Gomes dos Santos
Dimensão Espiritual: Pe. Eduardo Filho Miranda Paiva
Dimensão Pastoral: Pe. Régis Antônio Néri Borges
Dimensão Humana-Afetiva: Pe. José dos Reis Correia de Brito

 

Ex-Reitores do Seminário

1. Pe. Almir Palheta (1983 a 1985)
2. Pe. José Afonso Guimarães (02/01/1985 a 31/01/1990)
3. Pe. Oscar de Oliveira Germano (01/02/1990 a 31/01/1993)
4. Pe. José Afonso Guimarães (01/02 a 30/06/1993)
5. Pe. Eustáquio Xavier Damasceno (31/01 a 31/12/1994)
6. Pe. Sebastião Inácio Maioli (01/01/1995 a 31/12/1995)
7. Pe. Wellington José Santana (01/01/1996 a 29/01/1999)
8. Pe. Valdeci Lima (30/01/1999 a 31/12/2003)
9. Pe. Antônio Eduardo de Oliveira (01/01/2004 a 31/12/2009)
10. Pe. Wagner José dos Santos (01/01/2010 a 31/12/2013)
11. Pe. Wellington José Santana (01/01/2014 a 31/12/2016)
12. Mons. João Cezar Teixeira de Melo (01/01/2017)
13. Pe. Mauro Mendes Soares
14. Pe. Wander Gomes dos Santos

 

História do Seminário

Um pouco da história do Seminário a partir da visão do historiador Oliveira Melo em seu livro “A Igreja de Paracatu nos caminhos da História” (pág. 236-240), nos seguintes números – 6 a 20.

O Seminário Diocesano João XXIII teve suas bases com a fundação do pré-seminário, cuja pedra fundamental do prédio foi lançada em 13 de junho de 1964 e a inauguração se deu em 06 de dezembro, por ocasião do jubileu de Prata Sacerdotal de dom Raimundo Lui.

Dom José Cardoso Sobrinho, ao assumir o governo da diocese, logo se movimentou para fundar o seminário. Para tal contou com a colaboração do padre Almir Palheta, do clero de sua terra natal, Caruaru (Pernambuco). Após um ano de preparação, foi instalado em 01 de fevereiro de 1983, no prédio da “Chácara dos Padres” – Bairro Paracatuzinho – tendo padre Almir como reitor e frei Pedro Caxito como diretor espiritual. É bom que se registre que esse trabalho vocacional teve inicio um pouco antes, com encontros realizados em Paracatu, pelo então Administrador Apostólico, Dom Jorge Scarso. Como registrou o Informativo Diocesano, em sua edição nº. 103, de março/abril de 2003 (página 04):

Logo ao tomar posse o então bispo de Paracatu, Dom José, imediatamente tratou de iniciar a formação dos futuros presbíteros já que foi constatada a latente deficiência de padres na Diocese. Nesse instante pode-se dizer que a semente do seminário de Paracatu começa a tomar forma. Na época propriamente inexistia a promoção de vocações diocesanas e isso fazia com que o aparecimento de jovens vocacionados fosse próximo a zero. (…). As condições físicas ainda eram precárias, mas a antiga “Chácara dos Padres” passa a marcar para sempre a história religiosa de Paracatu ao ceder espaço para o Seminário diocesano. A primeira turma foi formada por 23 alunos e, no dia 13 de fevereiro de 1983, era recebida como a primeira turma de seminaristas menores, fruto do trabalho da nova instituição recém- fundada.

Desde então o Seminário Diocesano passa a fazer parte da realidade diocesana de Paracatu.

O trabalho vocacional foi também uma das prioridades pastorais assumidas pelo atual Bispo diocesano, Dom Leonardo de Miranda Pereira, por ocasião de sua posse. Vários padres que atuam em nossa diocese foram alunos do Seminário Menor João XXIII e outros que não atuam na diocese.

No início de 1984, o Seminário passou a funcionar em prédio alugado à Rua Alexandre Silva, 123, próximo à residência episcopal.

Os Seminaristas estudavam no Colégio Dom Elizeu e recebiam complementação no Seminário. A partir da 8ª série começavam a participar do trabalho pastoral na Igreja Catedral, no Paracatuzinho e no São domingos. Trabalhavam ainda com crianças, jovens, adultos e colaboravam na distribuição da sopa para os pobres, um trabalho de iniciativa diocesana.

A existência do Seminário Diocesano deu uma nova dinâmica à pastoral de vocações sacerdotais e teve uma ótima aceitação na comunidade e em meio aos pobres.

O Seminário foi inaugurado com a presença do Padre Geral dos Carmelitas, frei Falco Thuis e, desde o seu início, recebeu visita de vários bispos, entre outros, Dom Raimundo de Assis Damasceno, então auxiliar de Brasília e Dom José Catapan, auxiliar de São Paulo, que assegurou: “Este é um dos poucos seminários do Brasil que vai bem”.

No ano de 2000, em novembro, os padres diocesanos passaram a pressionar o Bispo Dom Leonardo para que “já no próximo ano seja iniciado aqui mesmo em Paracatu o Curso de filosofia. É um grande desafio, mas os padres estão dispostos a enfrentar a dificuldade”.

Em 19 de fevereiro de 2001, foi criado e instalado no Seminário Diocesano o Instituto de Filosofia João XXIII, com o objetivo de preparar os alunos para estudar teologia em outras instituições eclesiásticas e iniciou com 21 alunos, sendo 10 cursando o 3º ano do 2º grau, 07 o 2º ano do 2º grau e, 04, o propedêutico (curso preparatório para filosofia).

O ato da instituição do Seminário Maior João XXIII iniciou com a celebração da missa presidida pelo Bispo Dom Leonardo e o clero.

A inauguração se deu solenemente com a presença do Bispo Diocesano, dom Leonardo de Miranda Pereira, que assinou o decreto de criação do Instituto de Filosofia João XXIII, que foi lido para o publico presente pelo padre José Ivan. A partir daquele momento a Diocese assumia, oficialmente, a formação filosófica dos futuros presbíteros diocesanos.

A aula inaugural foi proferida pelo padre José Afonso Guimarães, reitor do Seminário por diversas vezes, que apresentou um completo histórico do já tradicional estabelecimento de ensino religioso, desde os seus primórdios, com o primeiro Encontro Vocacional promovido por Dom Jorge Scarso até a sua fundação por Dom José. Ao término da solenidade, o padre Wellington leu a ata, onde foi lavrado o ato histórico da fundação do Seminário Maior. Na mesma oportunidade realiza-se a primeira reunião do clero e de agentes de pastoral da Diocese.

Segundo Dom Leonardo: “A Diocese de Paracatu deu um grande passo ao assumir a formação filosófica dos seminaristas. De um lado esse feito significou um grande desafio para a nossa Igreja particular, tendo em vista as novas e desafiantes realidades, que nascem a partir do fato de se ter um Seminário Maior. Mas, por outro lado, a Diocese está amadurecendo muito.

Assim é a história contatada pelo Oliveira Melo. Mas devemos acrescentar a essa história que os nossos seminaristas já foram servidos pelas Arquidioceses de Brasília, Diamantina, Mariana e atualmente Montes Claros, sede da Província Eclesiástica a qual pertence à Diocese de Paracatu –MG.

Toda essa história está marcada pelo empenho de tantos e tantas que dedicam seu tempo e sua ajuda humana, material e financeira para a formação dos futuros presbíteros, por isso convém lembrar que a formação dos nossos futuros presbíteros se dá sob a responsabilidade do Seminário Diocesano João XXIII, que é uma instituição de formação especificamente orientada para o Sacerdócio, mantida com a generosa contribuição provinda das paróquias (dízimo, festa do Padroeiro e Coleta do mês de agosto) e colaboração pessoal dos fiéis por meio do trabalho da OVS (Obras das Vocações Sacerdotais). (Diretório de Pastoral n. 252)

Essa história se construiu e se constrói num contexto onde a Diocese de Paracatu sempre quis e quer, contemplando Jesus Cristo presente e atuante em meio à realidade, levar os formandos a compreender e se relacionar com a realidade, no firme desejo de terem o olhar, o ser e o agir reflexos do seguimento, cada vez mais fiel ao Senhor (Cf. DGAE 2011-2015, nº 4).

 

Ambientes ou Espaços Formativos

Para responder a esses desafios e tantos outros, o processo formativo em nossa diocese – como é rezado no n. 99 das Diretrizes para a Formação dos Presbíteros no Brasil, doc. 93 – organiza-se a partir dos seguintes ambientes ou espaços formativos.

PRIMEIRO DISCERNIMENTO

Pastoral Vocacional ou Serviço de Animação Vocacional.

PRIMEIRA FORMAÇÃO

Seminário Menor João XXIII, criado a 1° de fevereiro de 1983, mas praticamente já não funciona de forma ordinária e o Propedêutico iniciado no ano de 1999.

FORMAÇÃO ESPECÍFICA

Seminário Diocesano João XXIII, iniciado a partir da criação do Instituto de Filosofia, em 19 de fevereiro de 2001 pelo Decreto n° 03/2001 do Bispo Diocesano.

AÇÃO PASTORAL

Em nossa diocese funciona durante o período de formação quando aos finais de semana o seminarista acompanha uma comunidade ou grupo pastoral; também nos tempos de Semana Santa e Semana de Natal quando são enviados às paróquias da Diocese.

 

Objetivos da Formação

No Diretório de Pastoral nº. 253 temos: “o objetivo imediato do Seminário é a preparação dos vocacionados para o ministério Ordenado, mediante um processo de discernimento com base nas cinco dimensões da formação: Humano-afetiva, Comunitária, Espiritual, Pastoral-missionária e Intelectual. Trata-se de um processo global e participativo que conta necessariamente com o envolvimento de formadores, diretores espirituais e assessores como psicólogos e psicopedagogos, famílias, comunidades e paróquias”.

O objetivo geral: “levar os candidatos a vida sacerdotal e os presbíteros a serem santos, discípulos missionários, como “verdadeiros pastores do Povo de Deus, a exemplo de Jesus Cristo, Mestre, Sacerdote e Pastor” (Lv 19, 1; Ef 1, 4; OT 4)” (Diretrizes para a Formação n. 84).

Os objetivos específicos (Diretrizes para a Formação n. 85):

– Formar personalidades humanas, cristãs e presbiterais marcantes como testemunhas autênticas de Jesus Cristo;

– Formar sacerdotes, mediante a formação espiritual, humano-afetiva e comunitária;

– Formar sábios pela sabedoria humano-divina, profetas de Jesus Cristo;

– Formar mestres mediante a formação intelectual;

– Formar servidores e pastores autênticos de Cristo Pastor, mediante a pastoral-missionária nas comunidades, associações, movimentos;

– Formar pessoas de comunhão e de diálogo, a exemplo das pessoas da Santíssima Trindade.

O Candidato precisa prestar atenção aos “cinco aspectos fundamentais que devem aparecer de maneira diversa em cada etapa do caminho, mas que se complementam intimamente e se alimentam entre si (DAp 278)” (Diretrizes para a Formação nº. 92 a 97):

– O Encontro com Jesus Cristo é o início do processo formativo. Como discípulo missionário ouve o chamado: “Segue-me” (Mc 1, 14; Mt 9, 9). O encontro é a possibilidade da formação como um processo renovador e de amadurecimento.

– A Conversão é a dinâmica formativa de quem escutou o Senhor com admiração e gratidão, crê nele pela ação do Espírito e se coloca no seu seguimento. A formação busca mudar o modo de pensar e de viver, aceitando a cruz de Cristo, consciente de que morrer para o pecado é alcançar a vida.

– O Discipulado possibilita o crescimento constante no conhecimento de Jesus Cristo, de sua pessoa, de seu exemplo e de sua doutrina. Ser discípulo é “seguir o caminho, é entrar no Caminho, é entrar em Cristo e Cristo em nós, numa profunda ‘interioridade mútua’, formando uma como ‘única personalidade mística’” (EJ 53). “É fundamental que durante os anos de formação os seminaristas sejam autênticos discípulos” (DAp 319).

– A Comunhão: não pode existir vida cristã fora da comunidade. Como os primeiros cristãos, que se reuniam em comunidade, o presbítero e o seminarista participam na vida da Igreja e no encontro com os irmãos e irmãs, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária. Ele cresce em comunhão nas famílias, nas paróquias, nas comunidades de base, em outras pequenas comunidades e movimentos. “A Igreja necessita de sacerdotes e consagrados que nunca percam a consciência de serem discípulos em comunhão” (DAp 324). A comunhão no processo formativo é expressão da comunhão dos santos, do Reino definitivo.

 

– A Missão: à medida que o processo formativo conduzir ao seguimento de Jesus Cristo despertará a necessidade de compartilhar com outros a alegria de ser enviado, de ir ao mundo para anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado, de realizar o amor e o serviço aos mais necessitados, de construir o Reino de Deus.

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